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Ninguagem
 


Mallarmé II

 

 

Uma negra que algum duende mau desperta

Quer dar a uma criança triste acres sabores

E criminosos sob a veste descoberta,

A glutona se apresta a ardilosos labores:

 

A seu ventre compara álacre duas tetas

E, bem alto, onde a mão não se pode trazer,

Atira o choque obscuro das botinas pretas

Assim como uma língua inábil ao prazer.

 

Contra aquela nudez tímida de gazela

Que treme, sobre o dorso qual louco elefante

Recostada ela espera e a si mesma zela,

Rindo com dentes inocente à infante.

 

E em suas pernas onde a vítima se aninha,

Erguendo sob a crina a pele negra aberta,

Insinua o céu torvo dessa boca experta,

Pálida e rosa como uma concha marinha.

 

Trad. Augusto de Campos



Escrito por Daniel Sampaio de Azevedo às 12h26
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Mallarmé I

Brinde

 

 

Nada, esta espuma, virgem verso

A não designar mais que copa;

Ao longe se afoga uma tropa

De sereias vária ao inverso.

 

Navegamos, ó meus fraternos

Amigos, eu já sobre a popa

Vós a proa em pompa que topa

A onda de raios e de invernos.

 

Uma embriaguez me faz arauto,

Sem medo ao jogo do mar alto,

Para erguer, de pé, este brinde

 

Solitude, recife, estrela

A não importa o que há no fim de

Um branco afã de nossa vela.

 

Trad. Augusto de Campos



Escrito por Daniel Sampaio de Azevedo às 12h05
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