Recuperando o fôlego
Madrugada
pó sobre mar-de-águas sob arcada
guarnecendo estrelas como serpentes e cambraias
o chão e o campo
tudo escuro depois da praia
até o satélite-luz pálpebras sobre o olho
onde só se vê a pouca lúgrima
o pó cobre
tua presença derramando
como óleo
quente
já à hora de ir embora
Escrito por Daniel Sampaio de Azevedo às 20h01
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