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Escrito por Daniel Sampaio de Azevedo às 00h03
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Sobre fama e vaidade

            No início do ano, publicou-se em Portugal uma antologia de poetas brasileiros. Foi uma seleção de 18 poetas da novíssima geração, todos escolhidos a dedo pelo poeta Cláudio Daniel. Eu participei dessa antologia com cinco poemas, mas só fiz questão de anunciar a boa nova unicamente aos meus amigos, dentre eles o editor do Correio das Artes e jornalista, Linaldo Guedes – a quem eu devo, inclusive, este espaço.

            O motivo pelo qual não bradei pelos quatro cantos minha participação na antologia se deveu ao fato de adotar, como postura ética, a recusa, como naquele poema de Boris Pasternak, a quem Augusto de Campos deu viva voz em português em seu livro “Poesia da Recusa”: “Ser famoso não é bonito. / Não nos torna criativos. / São dispensáveis os arquivos. / Um manuscrito é só um escrito”.

            Obviamente que eu não renegaria eventual publicidade que sobre o caso viesse a se fazer. Acredito até ser natural que assim se faça, porque a poesia, como todo produto humano, está destinada ao consumo, ainda que em pequeníssima quantidade. Contudo, desconfio e nego qualquer atitude a respeito da poesia, e da arte em geral, que tenha como escopo maior, não só a comunicabilidade fácil, mas a popularidade.

            Certa vez, quando ainda estudante de Letras, visitei a casa de dois artistas, um escultor e o outro pintor. Este, vivendo humildemente, parecia cansado e pouco se importava com a tietagem que lhe fazíamos. Sua única preocupação era nos fazer entender sua arte. Aquele, por sua vez, de tão preocupado com a fama, só falava de coluna social, orgulhando-se por estar sempre presente em Gerardo, Abelardo etc.

            Terminei esse dia com a impressão de que a arte se perde quando se perde a pureza do artista. Germinei essa impressão e a ratifiquei, anos depois, a partir de algumas leituras e experiências acumuladas, como suporte ético ao meu pensamento estético. Por isso que admiro bastante (e não me canso de repetir) o que disse John Cage sobre o motivo de sua obra: “não para me expressar, mas para mudar a mim mesmo”.

            Fui publicado em uma antologia e obtive, aqui na Paraíba, a divulgação do livro por um único jornal – A União. Os demais não fizeram qualquer menção sobre o fato, seja por desinteresse de seus jornalistas, seja por falta de informação deles. De um modo ou de outro, se todos se calaram, tanto melhor, porque odiaria chamar tanta atenção, já que, como a poesia, a vida só é melhor quando o oculto terá sido o óbvio.



Escrito por Daniel Sampaio de Azevedo às 09h47
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